segunda-feira, abril 10, 2006

E a mostarda chegou-lhes ao nariz...

Na madrugada de 8 de Abril varias equipas da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizou 44 roulotes de comes e bebes, sendo dada ordem de encerramento a 21. Na base desta operação está a nova legislação que exige aos proprietários das roulotes terem casas-de-banho ou em alternativa localizarem-se junto a casas de banho públicas abertas.
Aplaudo a ideia. Por vários motivos. Estando estes estabelecimentos na rota dos locais de divertimentos nocturnos, todos sabemos o estado de embriaguez que os potenciais clientes apresentam. Ora depois de uns valentes litros de cerveja ingeridos em bares e discotecas, o que acontece normalmente? Ah pois é, a bela da mija ao que segue um estranho aumentar do apetite (aquilo a que chamamos o ratito). E onde vamos satisfazer tal impetuoso desejo? Às roulotes que por sinal não tem casa de banho onde lavar as mãos. É sempre bom saber que alguem zela pela higiene e saúde publica.

Hoje sou surpreendido com a noticia de que a Organização Mundial Saúde (OMS) estima, que em todo o mundo, metade dos médicos não lavam nem desinfectam as mãos quando tratam dos doentes.
“Em Portugal, está a ser preparada uma campanha nacional para sensibilizar os profissionais para o problema, mas em 40% dos hospitais não há lavatórios adequados ou em número suficiente.”

Qual será a proxima intervenção da ASAE? Fechar o Hospital Santa Maria? Cá fico a aguardar...

quinta-feira, abril 06, 2006

As bombas de Gasolina "Self-Service".



" - Era 990$00 super, por favor."
Era assim que se pedia ao gasolineiro o respectivo abastecimento. 990$00 de gasolina super e 10$00 de gorjeta. Isso é que eram tempos. Não só tínhamos o serviço feito sem sair do carro como e com um pouco de sorte ainda estes amáveis senhores se prontificavam a verificar a pressão dos pneus, limpar o pára-brisas, etc.
Bom e o que temos agora. As bombas "self-service", que para alem de venderem gasolina, vendem bicas, bananas, jornais e o que mais alguém se lembrar. O pior de tudo é que deixaram de vender o que tinham de melhor. O serviço. Agora somos nós que temos que nos aviar e pagar. E para piorar tenho que aguardar na fila da caixa que o fulano da frente pague a bica, a banana e o jornal, enquanto pede um copo de agua e carrega os pontos do cartão.
Já prevejo o próximo passo: Restaurantes "self-servive" onde somos nós que cozinhamos e lavamos a louça. O que vos parece?